terça-feira, 7 de abril de 2009

De olho nos ponteiros do relógio


Qual humano nunca teve vontade de dominar o relógio? Seja para poder dormir um pouco mais, ficar mais alguns minutos com a pessoa amada, passar o tempo logo para chegar em casa depois de um dia ruim, fingir que o mundo parou para aproveitar aquele momento único ou então para sofrer sua dor e nada mais. Até nós, felinos, que somos conhecidos por sermos dorminhocos, já tivemos esta sensação de querer passar o tempo para a mami chegar logo ou para a ida ao veterinário acabar rapidinho; assim como desejar parar o relógio para nunca chegar a segunda-feira e eu poder aproveitar o carinho da mami ou para meu sachê de whiskas nunca acabar.

Mas, até então, não podemos mudar o fato que todos temos 24 horas em um dia, que passa segundo após segundo. Cabe a nós saber usá-las da melhor maneira. E aprender com cada momento - mesmo com os ruins, ou pensando bem, ainda mais com os ruins. Por isso, quando mami me falou que pesquisadores de Nova York estavam perto de conseguir, com uma única dose de remédio experimental injetada em certa área do cérebro, apagar certas memórias ruins (tipo aquele filme "Brilho eterna de uma mente sem memórias"), fiquei meio assustado. Da minha sabedoria felina, disse para ela uma frase que eu ouvi certa vez e gostei: "Se tive problema um dia, não foi por falta de felicidade". Então, para quê esquecer os problemas, se eles, ironicamente, podem nos fazer lembrar da nossa felicidade?

3 comentários:

  1. Muito interessante isso. Tenho impressão de que, apagando uma parte da nossa memória, da nossa vivência, teríamos como efeito colateral perder tudo o que aprendemos com aquilo. A possibilidade de repetir aquela coisa ruim seria bem grande. E o que faríamos? Viveríamos injetando o remedinho na cabeça? Hm, acho que não é uma boa... Talvez só sirva para quem sofre de stress pós-traumático. Talvez.

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  2. ESTOU PASSANDO POR AQUI PRA LHE DESEJAR UMA FELIZ PÁSCOA!!!
    NÃO EXAGERE NO CHOCOLATE, VIU?!
    BEIJOS.
    TAMARA - CAFÉ COM GATO.

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